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Ministério Público pede demolição de imóveis construídos no meio de rua há mais de 25 anos em Araguaína

Vista da cidade de Araguaína Divulgação/Prefeitura de Araguaína O Ministério Público do Tocantins (MPTO) recomendou que a Prefeitura de Araguaína notifiq...

Ministério Público pede demolição de imóveis construídos no meio de rua há mais de 25 anos em Araguaína
Ministério Público pede demolição de imóveis construídos no meio de rua há mais de 25 anos em Araguaína (Foto: Reprodução)

Vista da cidade de Araguaína Divulgação/Prefeitura de Araguaína O Ministério Público do Tocantins (MPTO) recomendou que a Prefeitura de Araguaína notifique moradores e comerciantes para desocuparem trechos da Rua Vitória da Conquista e promova a demolição de construções erguidas irregularmente sobre a via pública. A ocupação da área é alvo de questionamentos judiciais desde 1999 e é investigada pelo órgão desde 2016. O documento, publicado no dia 4 de setembro, estabelece prazo de 15 dias para que o município informe as providências adotadas. A recomendação foi expedida pela 6ª Promotoria de Justiça de Araguaína dentro de um inquérito civil que apura a ocupação de área pública na região da Avenida Santos Dumont. O g1 questionou a Prefeitura de Araguaína a respeito da recomendação, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Segundo o MPTO, laudos técnicos produzidos pelo próprio município concluíram que particulares invadiram o leito da Rua Vitória da Conquista, construíram imóveis e bloquearam o traçado original da via até as margens do Córrego Santo Antônio. O estudo apontou existência de edificações em Área de Preservação Permanente (APP). Conforme a recomendação, a manutenção de imóveis residenciais e comerciais sobre o leito da rua configura ocupação irregular de patrimônio público e compromete o ordenamento urbanístico da região. LEIA TAMBÉM Indígenas denunciam contaminação na água que abastece aldeia no TO Tocantins teve 34 tremores de terra nos últimos 30 anos; veja cidades com mais registros Obras da ponte de Palmas chegam a 87,49% de execução Agora no g1 O que pede o MPTO Entre as medidas cobradas da prefeitura estão a notificação dos ocupantes para saída voluntária, a abertura de procedimentos administrativos para demolir as construções irregulares, a elaboração de um cronograma para liberar totalmente a via e a recuperação ambiental da área próxima ao córrego. O Ministério Público também recomendou que a Secretaria Municipal de Assistência Social realize um levantamento socioeconômico dos moradores para identificar famílias em situação de vulnerabilidade e viabilizar alternativas habitacionais antes da desocupação. Na recomendação, o órgão afirma que poderá ingressar com uma ação civil pública caso o município não cumpra as medidas propostas, apresente resposta parcial ou deixe de se manifestar dentro do prazo estabelecido. A promotoria também cita a possibilidade de pedir aplicação de multa diária ao gestor. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.